Ninguém.
E o pior de tudo é que eu me dou o trabalho de
pesquisar, editar, revisar tudo que eu escrevo nos diários, nos sketch books, nos
post-its e, principalmente, nesse blog. Penso que seja a falta de talento para
o marketing, ou a falta de talento para fazer amigos, ou a falta de talento
para motivar alguém usando as palavras. Ou a falta de criatividade. Para cada
falta, uma desculpa pra preencher o vazio.
Não saber lidar com o marketing vem de não precisar
convencer ninguém na infância, sou filha única, mimada, tudo fácil, e só vim
ter consciência disso tarde, no alto dos 12 anos. Não saber fazer amigos é da
timidez mesmo, e seguir sem coragem de dizer a mim mesma que isso é um
problema. Não é um problema, não é um problema, não é um problema... Não saber
usar as palavras pode ser um exagero, qualquer pessoa que foi alfabetizada,
teoricamente, pode usar as palavras, o problema é usar bem, é emocionar, é
deixar a ótima memória gráfica de lado, não deu.
E a criatividade? Meu teste vocacional dizia que ela
não foi feita pra mim, mas eu disse “isso tá
errado, eu posso fazer o que eu quiser”. Estava certo. Escolhi a graduação
errada, a profissão errada, a vida errada. Pagar o preço é fácil. Insistir no
erro pro conveniência é desmotivador até pra fazer o certo. É péssimo se ver no
lugar errado, é pior ainda ver que tem tanta gente na mesma situação, e o
máximo do ruim é não ter ninguém que repare isso a não ser você mesmo.
Eu ia parar esse texto aqui, aí decidi reler.
Descobri porque ninguém lê o que eu escrevo: eu pego atalhos, tudo que eu disse
até tem coerência, mas não tem foco. O que eu quis dizer em três parágrafos,
nem eu sei.
